Eu torço contra o vento, e você? *

Toda história sempre deixa um aprendizado, principalmente se essa história tem uma página triste. No futebol mineiro foi assim.
No final de novembro de 2005 o Atlético-MG amargou o rebaixamento à série B do campeonato nacional, uma triste realidade que exibe a falta de planejamento e gestão de muitos clubes, fato que já aconteceu com Palmeiras, Fluminense, Grêmio, Bahia e Vitória, e que pode ser encontrada em muitas empresas também.
Mas o que mais desperta interesse nesse história toda, é o acreditar e trabalhar para mudar uma situação. Em 345 dias, a administração do clube evoluiu, reconheceu erros, tomou novas atitudes com o objetivo para viabilizar o retorno à elite do futebol brasileiro.
Nessa história, a capacidade e o apoio que a torcida do Galo demonstrou não pode ser ignorada. Alcançou a maior média de público e o recorde de público pagante em jogos de futebol do campeonato nacional das séries A, B e C. Superou times com motivos maiores para levar sua torcida ao estádio como São Paulo, Internacional, Santos e Grêmio. Clubes com grandes torcidas e ótimos desempenhos em 2006.
Isso comprova que trabalhar de forma responsável, com seriedade, buscando resultados e consciente que esse caminho é percorrido aos poucos, jogo a jogo como no caso do futebol, é um modelo eficaz.
Enfim, 2005 o Galo escreveu sua página mais triste dos 98 anos de história, mas em 2006 escreveu uma das mais vibrantes e significativas, tal qual o Campeonato Nacional conquistado no Maracanã, diante do Botafogo, em 1971.
Deixo aqui minha emoção externalizada e um exemplo de que para alcançar um objetivo, é preciso acreditar e trabalhar diariamente para torná-lo realidade.
Saudações alvinegras!
* Para o escritor mineiro Roberto Drumond, "se houver uma camisa alvinegra no varal em uma tempestade, o atleticano torce contra o vento".
** Foto feita via celular, por mim.
(Tiago Augusto)
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